Autismo: para especialista, é preciso ficar atento à interação social

Muito além da linguagem, para o diagnóstico do autismo é preciso ficar atento à recusa ou falta de interesse de interagir com outras crianças e adultos

Um transtorno que atinge 70 milhões de pessoas ao redor do Mundo e prejudica a interação e o comportamento social de adultos e crianças é o motivo para uma clínica do Recife promover um dia todo voltado para atividades de conscientização. O transtorno do espectro autista é lembrado no mundo todo nesta segunda-feira, data que é um convite para pais, profissionais e responsáveis desenvolverem a percepção ampliada para os níveis de autismo.

De acordo com a diretora da clínica, Nathália Spinelli, afirma que é possível identificar elementos indicadores de autismo a partir 1 ano. “As pessoas se preocupam muito com a fala, mas a linguagem é apenas um dos sinais”, diz. “É preciso se preocupar com a falta de interação”, completa. “Na dúvida, é melhor pecar pelo excesso do que pela falta”, afirma.

Sinais que podem ser indicadores de autismo

  • Ao ser chamada pelo nome, criança não responde
  • Criança não faz som intencional para chamar atenção da mãe/pai
  • Não entende comandos básicos
  • Forma de brincar é diferente, sem interação com outras crianças
  • Não dá tchau, não faz “besourinho”, nem manda beijo
  • Costuma fazer movimentos repetitivos
  • Isolamento social

De acordo com Nathália, esses sintomas podem ser associados ou não uns com os outros e o espectro é bastante amplo, existindo diversos níveis de autismo. Ela ainda afirma que o espectro não é uma doença, mas precisa de intervenções e atenção reforçada. “Para o autismo não existe cura, mas existe tratamento. Uma série de intervenções cientificamente comprovadas podem trazer melhorias significativas”, diz. “Quanto mais cedo, melhor. A gente consegue resultados fantásticos com as crianças,principalmente se ela vier ainda na primeira infância”, completa.

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